<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-38461606</atom:id><lastBuildDate>Fri, 04 Jul 2008 12:22:38 +0000</lastBuildDate><title>Vida Continuada</title><description/><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (mhy)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>34</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-2499666830422021158</guid><pubDate>Thu, 05 Jun 2008 21:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-05T18:47:59.074-03:00</atom:updated><title>Sobre Segredos e Chão</title><description>são muitos os segredos que me pesam o corpo e a vida&lt;br /&gt;muitos, de muitas pontas.&lt;br /&gt;são muitos os fatos, me populando, sendo legião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;são muitas as quinas, muitas as câimbras, muito me faço torto, porque os encaixes são poucos e o desejo, imperioso.&lt;br /&gt;são tantos, esses segredos, que acabo sozinho, rei do reino, penando por campos, negando a água, negando o sol, negando o pasto e o sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa minha arena pública, desses meus enigmas partilhados, dessa face que mostro,&lt;br /&gt;ninguém percebe,&lt;br /&gt;ninguém entende,&lt;br /&gt;ninguém sabe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da vida transfigurada em chumbo&lt;br /&gt;das profundezas, plúmbeas, sufocantes de cinza&lt;br /&gt;estruturada para a continuidade, sem espaço para o vôo&lt;br /&gt;permaneço preso ao chão, fazendo-me ancora de sonhos&lt;br /&gt;como sempre foi, agrilhoado no que nunca deixará de ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chumbado na cantinela do dia a dia&lt;br /&gt;dervixe estático&lt;br /&gt;acumulando tensão&lt;br /&gt;de chumbo me fiz&lt;br /&gt;de chumbo me cubro&lt;br /&gt;na densidade, sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ainda assim surpreendo, sou causa de estranheza&lt;br /&gt;olham torto, não entendem, não concedem a possibilidade;&lt;br /&gt;alguém abriu mão de ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas acontece&lt;br /&gt;abri mão, desviei os olhos da meta&lt;br /&gt;essa universalidade não é minha&lt;br /&gt;não sei absorver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é uma vida peculiar, por assim dizer, uma vida sólida&lt;br /&gt;muitos apontariam para dizer; "Vida ruim! Vida de dor!"&lt;br /&gt;mas eu, bem,&lt;br /&gt;não colocaria dessa forma&lt;br /&gt;existe algo de real, algo verdadeiro&lt;br /&gt;algo que compensa todo resto&lt;br /&gt;algo que não existe na realidade dos sorrisos e pequenas conquistas&lt;br /&gt;algo que não existe nas pequenas metas, nas pequenas satisfações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é uma realidade dura, para poucas disposições&lt;br /&gt;minguados os que tentam, raros os que conseguem&lt;br /&gt;mas ainda assim, insisto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a felicidade, afinal, apesar de boa meta, justificável, sensata, não carrega em si nada que contradiga o óbvio, nada que sugira uma rota de fuga, nada que permita o fim da samsara&lt;br /&gt;é aceita, é partilhada, é parte da pasteurização&lt;br /&gt;não encaixa, romântica que é, na placa de petri em que vivo cada dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abri mão, sim, da felicidade&lt;br /&gt;surpreendentemente, ela acontece&lt;br /&gt;por mais que alienígena&lt;br /&gt;por mais que renegada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;surpreendentemente, a vida se apresenta&lt;br /&gt;nas ofertas colocadas, nas opções sugeridas, na idéia e na hipótese, a vida me surpreende&lt;br /&gt;ela se impõe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mostrando a face que agrada&lt;br /&gt;girando mais uma vez a roda&lt;br /&gt;coloca em mim as justificativas para tentar&lt;br /&gt;e aceito, aceito a impressão, aceito a dor de querer e pensar que é possível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;surpreendentemente&lt;br /&gt;essa coragem&lt;br /&gt;essa idéia&lt;br /&gt;que vai decantando em mim&lt;br /&gt;se transforma, grão a grão, no chão do que sou&lt;br /&gt;para que um dia, enfim ereto, enfim de pé, sem apoios ou escoras, possa absorver, totalmente, o horizonte que sempre me pertenceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá, sigo cinza, sigo dizendo não.</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2008/06/so-muitos-os-segredos-que-me-pesam-o.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-1416767459047053778</guid><pubDate>Wed, 16 Apr 2008 00:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-17T11:10:01.020-03:00</atom:updated><title>Sobre pedaços perdidos de história</title><description>Os dias passavam em vão.&lt;br /&gt;Dentro das expectativas encontrava tudo que era preciso para subsistência. Alguma escuridão para pedir a luz, alguma luz para justificar a escuridão.&lt;br /&gt;Dias com suas horas cheias de minutos apinhados de segundos gotejantes de nada, transbordando nada, me afogando em nada. Subsistindo no nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da inveja que me corrói, quando te vejo assim, tiro poucas lições e priorizo as cicatrizes. Chafurdo em piedade apodrecida, concorro com ácaros por restos do seu rastro, me alimentando de pele e cabelo, vivendo à sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas havia aquela hora, perto do fim da noite, antes do começo do dia, quando tudo aquietava e a manhã ainda era límpida em suas possibilidades. Nesse momento, durante poucos minutos, o plano se revelava e tudo parecia valer a pena, as dores justificadas e os trilhos, tão retos, podiam, enfim, se encontrar no horizonte.</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2008/04/sobre-pedaos-desconexos-de-contos.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-1845674138798731230</guid><pubDate>Tue, 25 Mar 2008 22:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-25T20:04:27.886-03:00</atom:updated><title>Sobre um Pêndulo</title><description>interessante&lt;br /&gt;depois de tanto tempo, algo interessante&lt;br /&gt;de conclusões novas e novas possibilidades&lt;br /&gt;mesmo que travestido de nuvens pesadas&lt;br /&gt;mesmo que embalado na inércia de coisas escuras&lt;br /&gt;um novo caminho se apresentou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o pêndulo varia&lt;br /&gt;habitando novos espaços&lt;br /&gt;oxidando em novos ares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a piedade e compreensão podem nascer nos momentos mais insuspeitos.&lt;br /&gt;uma flor de lótus no seu reino de lama.</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2008/03/interessante-depois-de-tanto-tempo-algo.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-4185228498871228097</guid><pubDate>Mon, 03 Mar 2008 18:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-03T15:57:28.725-03:00</atom:updated><title>Sobre Modus Operandi</title><description>&lt;ul style="display: block; left: 361px; top: 806px;" id="pmog_event_queue" class="pmog_event_queue"&gt;&lt;/ul&gt;no turbilhão que se segue, é mister observar as seguintes precauções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01) analise, classifique e compartimente&lt;br /&gt;02) respeite o prazo nas etiquetas&lt;br /&gt;03) na ausência de imediatismo prático, assumir desprendimento específico&lt;br /&gt;04) reconhecer as variáveis possíveis, ajustar estoque de reações conforme&lt;br /&gt;05) diante de variáveis de resolução impossível, recorrer as práticas supracitadas nos pontos 2 e 3&lt;br /&gt;06) separar parte da capacidade para a manutenção do minuto de espera, da hora de espera e do dia de espera.&lt;br /&gt;07) definir o tanto necessário para que a espera - minuto, hora e dia - seja administrável&lt;br /&gt;08) em momentos de baixa, recorrer à ciência&lt;br /&gt;09) atenção especial na manutenção da clareza, no correto dimensionamento, na devida reação&lt;br /&gt;10) incluir a impermanência em todos os cenários previstos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="display: block; top: 806px; left: 361px;" id="pmog_message_queue" class="pmog_message_queue"&gt;&lt;/ul&gt;</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2008/03/sobre-modus-operandi.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-7601024376083334499</guid><pubDate>Mon, 11 Feb 2008 16:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-27T10:13:07.537-03:00</atom:updated><title>Sobre Custos</title><description>estejam todos avisados&lt;br /&gt;aqui não reside uma pessoa feliz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estejam todos avisados&lt;br /&gt;desta entrada escura não sairão sorrisos e alegrias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aqui reside-se numa caverna que não se sabe o fundo&lt;br /&gt;morcegos revoam pelo teto, coisas rastejam cegas, goteja-se sem som&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a todos os que aqui entram; entendam&lt;br /&gt;nessa escuridão a luz não vive e o tato é o que resta&lt;br /&gt;entendam&lt;br /&gt;as arestas são afiadas e o avanço é cobrado em sangue&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entendam que nem eu sei o prêmio dos que pagam as profundezas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as paredes não sabem de dor ou sangue ou motivos</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2008/02/estejam-todos-avisados-aqui-no-reside.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-7515153177112995211</guid><pubDate>Mon, 11 Feb 2008 14:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-11T12:51:14.249-02:00</atom:updated><title>Sobre o Caminho</title><description>me dói a semelhança&lt;br /&gt;do formato do crânio&lt;br /&gt;e do jeito que o cabelo enquadra as orelhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dos dentes como o de minhas sobrinhas&lt;br /&gt;e das maçãs do rosto, de futuro tão óbvio quanto um espelho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de tudo mais que só imagino, me dói a semelhança do que sei, semelhança herdada, herança maldita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que dói tanto, que vaza pralém do poço em que foi enterrada, que contamina córregos e envenena rebanhos, mata flora e fauna, que me relega desertos cheios de som e fúria e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e esse é o caminho, não procuro mais desvios, não procuro mais saídas.&lt;br /&gt;esse é o caminho, e os anos vão dizer o peso e o custo de cada passo.</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2008/02/sobre-o-caminho.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-974751371829623622</guid><pubDate>Tue, 20 Nov 2007 05:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-20T03:52:03.075-02:00</atom:updated><title>Sobre sabedoria</title><description>existe uma nobreza no patético, uma certa grandeza de aceitação&lt;br /&gt;(lembre-se disso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e leveza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas, se ainda doer, se ainda te disser; pessoa patética!, lembre-se:&lt;br /&gt;são lições&lt;br /&gt;(lembre-se)</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/11/sobre-sabedoria.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-9064995166593565142</guid><pubDate>Mon, 12 Nov 2007 12:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-27T10:18:29.744-03:00</atom:updated><title>Sobre Sonhos</title><description>se eu não fosse tão instrumental no uso de minha dor, talvez já tivesse desistido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas sou assim, prático ao ponto da paralisia, tão lógico que dou a volta completa e alcanço, por detrás, o absurdo. incoerente de tanta explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e não controlo meus sonhos, e não controlo mais nada, e me vejo assaltado por detalhes que grudam na minha pele, queimam meus olhos e inundam minha vida com coisas antigas e perdidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pequenos detalhes&lt;br /&gt;fios muitos lisos e escuros&lt;br /&gt;a posição de alguma mancha&lt;br /&gt;a distribuição dos músculos&lt;br /&gt;e um distanciamento quase piedoso que me faz querer berrar a injúria da piedade e tomar tudo para mim, como neanderthal em que me transfiguro diante da catedral da sua ausência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que me salva é a minha praticidade&lt;br /&gt;e lá pela hora do almoço, as coisas terão voltado ao normal.</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/11/sobre-sonhos.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-7727803918256707143</guid><pubDate>Mon, 22 Oct 2007 14:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-22T12:17:57.300-02:00</atom:updated><title>Sobre um Poeminha</title><description>e a vida passando&lt;br /&gt;e você se perdendo&lt;br /&gt;alguma coisa se destaca&lt;br /&gt;levando, momento a dentro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do escuro para o breu&lt;br /&gt;roçando em quinas&lt;br /&gt;tropeço (suas minas!)&lt;br /&gt;um tudo que ainda não morreu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me encontro então,&lt;br /&gt;cego&lt;br /&gt;me encontro então&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;morto&lt;br /&gt;a morte em vida&lt;br /&gt;a ausência ressentida&lt;br /&gt;um sorriso sem dentes&lt;br /&gt;escorado nas gengivas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;arremedo de feliz&lt;br /&gt;montado por feridas&lt;br /&gt;galopo escuro adentro&lt;br /&gt;contabilizo minha vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas&lt;br /&gt;se na vida tivesse&lt;br /&gt;em você um convento&lt;br /&gt;num mártir redivido&lt;br /&gt;encontraria algum contento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois&lt;br /&gt;a fé nos justifica&lt;br /&gt;enquanto quem está e espera&lt;br /&gt;pois&lt;br /&gt;você me justifica&lt;br /&gt;enquanto quem desespera</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/10/sobre-um-poeminha.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-7886721576928992647</guid><pubDate>Fri, 21 Sep 2007 19:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-21T16:52:08.043-03:00</atom:updated><title>Sobre uma janela que ilumina</title><description>agora, me retiro desta janela que ilumina minhas dores, dou por encerrado este dia de fraqueza e vou me esconder por detrás de um pequeno fogo em brasa, com a cabeça inclinada, pelas calçadas que eu alcanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;retomo, então, minhas regras, na espera, até a próxima estação de fragilidade.</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/09/sobre-uma-janela-que-ilumina.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-6788025568256863296</guid><pubDate>Fri, 21 Sep 2007 17:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-24T15:53:05.883-03:00</atom:updated><title>Sobre Ritos e Dores</title><description>a experiência é multi facetada, se enverniza na regra quebrada e dá tons inesperados ao que já se achava habituado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma das minhas várias estranhices quando criança era minha relação de prazer quase masoquista com pequenos machucados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nunca soube direito como isso se dava, mas a pele ralada, com o sangue seco cobrindo a carne exposta, me trazia sensações boas. não agradáveis, mas boas. como se eu pudesse sentir diferente uma parte minha que era invisível. como se eu pudesse ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pensava que os machucados eram, para mim, um símbolo de normalidade, algo esperado de crianças e, por isso mesmo, tão alienígenas na minha vida. me sentia mais normal tendo os cotovelos escalavrados em algum chão, para viver, enfim, merecedor como os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nunca nenhum osso quebrado, nunca maiores problemas em função de desafios e provocações. nunca nenhum hematoma por brigas, nunca com os dedos doloridos. a vida passava por sobre minha incapacidade de levantar e impor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me proibi certas coisas para não ter de lidar com certas esperanças.&lt;br /&gt;(obediência nunca foi o meu forte)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sob esta luz, percebo que não gosto de reverberar, pq, no fim, reverbero em vão, apesar de reverberar, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e a vida continua em sua vastidão sem me permitir o esquecimento, por mais esquecido que eu tente me fazer, e o mundo se faz enorme, para que eu permaneça, sem chegar, no caminho de casa.</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/09/sobre-ritos-e-dores.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-8800659693974404402</guid><pubDate>Thu, 20 Sep 2007 22:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-20T19:15:33.302-03:00</atom:updated><title>Sobre tipos de Rios</title><description>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Pain lies on the riverside&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Live&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;I have never taken Life&lt;br /&gt;Yet I have often paid the price&lt;br /&gt;And you, you are a victim of this age&lt;br /&gt;And the guilt that hangs around your neck&lt;br /&gt;Has got me locked up in a cage&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You've got to learn to live until no end&lt;br /&gt;But first you must learn to swim&lt;br /&gt;All over again&lt;br /&gt;Because...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pain lies on the riverside&lt;br /&gt;And Pain will never say goodbye&lt;br /&gt;Pain Lies on the Riverside&lt;br /&gt;So put you feet in the water&lt;br /&gt;Put your head in the water&lt;br /&gt;Put your soul in the water&lt;br /&gt;And join me for a swim tonight&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I have forever, always tried&lt;br /&gt;To stay clean and constantly baptized&lt;br /&gt;I am aware that the river's banks are dry&lt;br /&gt;And to wait for a flood&lt;br /&gt;Is to wait for life&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I've got to learn to live until no end&lt;br /&gt;But first I must learn to swim all&lt;br /&gt;Over again,&lt;br /&gt;Because...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pain lies on the Riverside.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/09/sobre-tipos-de-rios.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-1885822807837461132</guid><pubDate>Fri, 14 Sep 2007 13:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-14T10:18:47.974-03:00</atom:updated><title>Sobre uma Pergunta com Asas</title><description>não é que não ame mais&lt;br /&gt;só, talvez, nunca tenha amado, nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o encaixe atrofiado não aceita&lt;br /&gt;e uma pergunta me circula;&lt;br /&gt;- amor? que amor?</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/09/sobre-uma-pergunta-com-asas.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-5654254554248114569</guid><pubDate>Tue, 04 Sep 2007 22:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-04T19:01:13.530-03:00</atom:updated><title>Sobre meu medo</title><description>existe esse medo.&lt;br /&gt;medo da morte, medo do vazio de significado.&lt;br /&gt;sem significados, nos definimos pela dor, nos pautamos pela força de sobreviver mais um dia, nos tornamos amargos na prática diária do próximo passo, da próxima espera, do próximo problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;existe essa prática.&lt;br /&gt;existem métodos para a sobrevivência, e a cada dia que passa desenvolvo novos, me afundo em antigos, respiro caminhos tortos para fins duvidosos e aprendo coisas que ninguém deveria aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;existe uma realidade.&lt;br /&gt;dentre tantas, logo essa.&lt;br /&gt;nela me expremo, de tão maior que sou, e choro, calado, minha claustrofobia de viver.</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/09/sobre-meu-medo.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-7979241076652792044</guid><pubDate>Mon, 16 Jul 2007 20:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-07-16T18:59:01.743-03:00</atom:updated><title>Sobre uma Porta Branca, que vibra quase imperceptivelmente</title><description>porta número 10, porta número 11... mais alguns passos, porta número 12, porta número 13, 14 e 15.&lt;br /&gt;porta número 15, esse é o número certo. 15.&lt;br /&gt;nada de diferente das outras portas, além do fato de ser a décima quinta. não sei exatamente pq a escolhi. não sei se escolhi, na verdade, mas uma vez escolhida, me parece perda de tempo exigir os porquês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de volta a porta, ela é branca.&lt;br /&gt;os números, cobre falso, daqueles que são de plástico, cor asa-de-barata. os números serifados, naquele estilo portão de casa, arrojo em fôrmas.&lt;br /&gt;me parece que uma vibração vem do outro lado, mas nada muito perceptível. uma certa vida, por assim dizer, vibrando nas dobradiças, mas nada muito perceptível. posso até imaginar alguns significados, posso me colocar no centro de uma história, onde o pulsar vem pesado de significados, e cada variação de tom guarda uma mensagem secreta, de decifração impossível, mas a vibração não é assim tão perceptível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma vez diante da tal porta, branca, com números em cobre-falso, vibrando, mas nem tão perceptivelmente assim, me resta decidir o próximo passo. quantos passos são possíveis diante de uma porta branca vibrando discretamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- bater educadamente&lt;br /&gt;- abrir de supetão&lt;br /&gt;- abrir com cautela&lt;br /&gt;- colar o ouvido para saber se alguém está&lt;br /&gt;- dar meia volta e ir embora&lt;br /&gt;- sentar, costas apoiadas no branco que vibra quase imperceptivelmente, e ponderar sobre a natureza das portas brancas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;portas brancas poderiam ser uma metáfora do inefável.&lt;br /&gt;não uma metáfora sobre o inefável, mas uma metáfora criada pelo inefável. uma porta branca, a décima quinta, pode guardar tudo dentro de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esta porta número 15, branca, com uma vibração quase imperceptível, tem um aparato de abertura.&lt;br /&gt;digo aparato de abertura, ao invés de maçaneta, pq maçaneta é pouco para o aparato de abertura. existe uma maçaneta, sim, mas ela se encontra no centro de um halo branco e gelatinoso, pontilhado de pequenas manchas dançantes que são, na verdade, infinitas pupilas histéricas. este halo me parece, acreditem, com fome. fome de identificar, de cumprir sua função, e mais que isso, fome pela falta de propósito. a saciedade dos justos cumpridores do seu quinhão.&lt;br /&gt;para abrir a porta, é preciso colocar a mão no centro do halo, para assim alcançar a maçaneta. no intervalo entre o começo da mão e o segurar da maçaneta, enquanto vc abre espaços na quase-carne translúcida, todos os seus sonhos são contabilizados, classificados e armazenados. suas conexões para a felicidade são especificadas e, no fim, o aparato de abertura sabe. sabe a ponto de renegar sua mão, numa lição dolorosa para aqueles que tentaram a porta que não lhes pertencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora, diante da porta branca, número 15, de vibração quase imperceptível, e aparato de abertura cruelmente surreal, me pergunto o que fazer.</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/07/sobre-uma-porta-branca-que-vibra-quase.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-3781196223766907015</guid><pubDate>Mon, 16 Jul 2007 15:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-07-16T19:52:58.370-03:00</atom:updated><title>Sobre 29</title><description>bem-vindo aos 29, miguel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;momentos, sob momentos&lt;br /&gt;e dias, após outros dias&lt;br /&gt;e sombras brancas, e gólgotas pelas paredes, agrilhoado pelos punhos e tornozelos, com o coração devorado a cada fim de dia, Prometeu de minha megalomania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meus fronts&lt;br /&gt;sempre meus fronts e suas trincheiras.&lt;br /&gt;cavadas na pele, endurecidas de sangue pisado, testemunhas de guerras sem nome, provas das minhas vitórias, estigmas das minhas derrotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o front do erro, do desvairo, do irreparável.&lt;br /&gt;o front da irresponsabilidade, da vergonha, do inegável.&lt;br /&gt;o front das exigências, para sempre impossíveis.&lt;br /&gt;o front dos espaços externos, gelados, inóspitos e imensuráveis.&lt;br /&gt;o front do meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;compreendi.&lt;br /&gt;compreendi sem palavras, compreendi num átimo.&lt;br /&gt;compreensão inexplicável.&lt;br /&gt;mas compreendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não fico mais tão triste, não fico mais tão ancorado em sombras, minha felicidade se descolou daquele momento e seguiu adiante, coágulo por artérias, atrasada, descompassada com meu presente, mas resoluta, definida desde sempre em sua função de morte&lt;br /&gt;- sim, acredite, estou a ponto de te alcançar, portanto não desista, e dance, igual ao livro, igual ao oráculo, igual a fantasia, dance até seu coração explodir, até se dissolver em tudo, até se esvanecer em silêncio, até alcançar a amplitude branca que foi prometida. ela será sua, um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um dia qualquer.&lt;br /&gt;e, até lá, nos fronts, guerreando pelo silêncio, guerreando por vc.</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/07/bem-vindo-aos-29-miguel-momentos-sob.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-1616804501537043675</guid><pubDate>Mon, 02 Jul 2007 18:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-07-02T15:52:57.090-03:00</atom:updated><title>Sobre Dissonância Cognitiva</title><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cognitive dissonance&lt;/span&gt; is a psychological term which describes the uncomfortable tension that may result from having two conflicting thoughts at the same time, or from engaging in behavior that conflicts with one's beliefs. More precisely, it is the perception of incompatibility between two cognitions, where "cognition" is defined as any element of knowledge, including attitude, emotion, belief, or behavior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The theory of cognitive dissonance states that contradicting cognitions serve as a driving force that compels the mind to acquire or invent new thoughts or beliefs, or to modify existing beliefs, so as to reduce the amount of dissonance (conflict) between cognitions. Experiments have attempted to quantify this hypothetical drive. Some of these examined how beliefs often change to match behavior when beliefs and behavior are in conflict.</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/07/sobre-dissonncia-cognitiva.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-1053387573705906202</guid><pubDate>Fri, 15 Jun 2007 02:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-06-15T10:05:11.899-03:00</atom:updated><title>Sobre o Cansaço</title><description>desacostumado com o sim nas coisas. absolutamente desacostumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem faz tanto tempo, tão eficiente, mesmo nos problemas.&lt;br /&gt;eficiente na sabotagem, mas eficiente, mesmo assim.&lt;br /&gt;agora, perguntas muito antigas rejeitaram suas respostas-irmãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a vida avança.&lt;br /&gt;- não, você não entendeu. ela avança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e a procura prossegue, incompleto, sem achar, realmente, o que eu quero.&lt;br /&gt;mas questiono.&lt;br /&gt;o primeiro passo para onde?&lt;br /&gt;- não sei. eu não sei.&lt;br /&gt;viver numa seqüência inescapável de coragem e fuga.&lt;br /&gt;pelo menos para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;essa vida inescapável se entranhou. talvez tenha alcançado um acúmulo alto o suficiente para me fazer ver um novo pedaço dos espaços externos. talvez tenha me repetido demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;visão quase real.&lt;br /&gt;- o passado como uma parte de mim que teve sua alimentação cortada, mumificando, resistindo como meu testemunho morto. uma gigantesca massa de lodo cinza, vitrificada pelo calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;será que será sempre assim?&lt;br /&gt;será que a existência é isso, a vida é isso, as promessas são essas e o momento da paga já passou?&lt;br /&gt;esse é o prêmio para quem sobreviveu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cansaço terrível e imperioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28 anos e é nisso em que chegamos&lt;br /&gt;- obrigado! obrigado por me permitir iluminar através de processos de perdão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pro inferno&lt;br /&gt;todos pro inferno&lt;br /&gt;comigo na frente da procissão</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/06/sobre-o-cansao.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-4803556919597786089</guid><pubDate>Fri, 01 Jun 2007 16:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-06-01T18:58:29.630-03:00</atom:updated><title>Sobre Chão</title><description>me falta alguma coisa&lt;br /&gt;(alguma coisa que abunda nos outros)&lt;br /&gt;a esperança fácil, esse flanar pela vida, a crença no último respiro de ar quente que impede o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu chão sempre foi muito próximo&lt;br /&gt;(e duro)&lt;br /&gt;(e inevitável)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ocupando o que me falta, feliz na oposição ao vácuo, feliz num propósito simples, feliz aonde eu não sou, esse chão é meu companheiro constante na esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas meu chão nunca chegou, apesar da vivência permanente do impacto, dos dentes partidos e do rosto em polpa.&lt;br /&gt;meu chão nunca chegou, e parte de mim segue presa, esperando a dor.</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/06/sobre-cho.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-2440411871375549364</guid><pubDate>Wed, 25 Apr 2007 22:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-04-25T19:05:49.896-03:00</atom:updated><title>Sobre Falcões</title><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The Second Coming&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;W. B. Yeats&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Turning and turning in the widening gyre&lt;br /&gt;The falcon cannot hear the falconer;&lt;br /&gt;Things fall apart; the centre cannot hold;&lt;br /&gt;Mere anarchy is loosed upon the world,&lt;br /&gt;The blood-dimmed tide is loosed, and everywhere&lt;br /&gt;The ceremony of innocence is drowned;&lt;br /&gt;The best lack all convictions, while the worst&lt;br /&gt;Are full of passionate intensity.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surely some revelation is at hand;&lt;br /&gt;Surely the Second Coming is at hand.&lt;br /&gt;The Second Coming! Hardly are those words out&lt;br /&gt;When a vast image out of Spiritus Mundi&lt;br /&gt;Troubles my sight: somewhere in sands of the desert&lt;br /&gt;A shape with lion body and the head of a man,&lt;br /&gt;A gaze blank and pitiless as the sun,&lt;br /&gt;Is moving its slow thighs, while all about it&lt;br /&gt;Reel shadows of the indignant desert birds.&lt;br /&gt;The darkness drops again; but now I know&lt;br /&gt;That twenty centuries of stony sleep&lt;br /&gt;Were vexed to nightmare by a rocking cradle,&lt;br /&gt;And what rough beast, its hour come round at last,&lt;br /&gt;Slouches towards Bethlehem to be born?&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/04/second-coming-w.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-4602194894313911600</guid><pubDate>Mon, 09 Apr 2007 22:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-04-09T19:16:53.551-03:00</atom:updated><title>Sobre o Frio</title><description>como é possível gostar tanto de uma cidade que tanto maltrata?&lt;br /&gt;das suas avenidas hemorrágicas em sua morte lenta, do massacre diário até o recolhimento das sobras, como é possível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é o frio, eu respondo&lt;br /&gt;o frio que permite</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/04/sobre-o-frio.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-620801113731827512</guid><pubDate>Mon, 09 Apr 2007 21:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-04-09T18:59:51.506-03:00</atom:updated><title>Sobre um Rio</title><description>aqui tenho algumas plantas&lt;br /&gt;pouca vista, paisagem escassa, é verdade, mas tenho conforto, e as coisas soam como vindas de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lembro das paradas anteriores&lt;br /&gt;um banco de areia, numa curva&lt;br /&gt;uma pedra muito dura, com alguma maciez no musgo&lt;br /&gt;e antes, o primeiro galho, o primeiro lugar onde pude me levantar acima da linha d'água&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no começo, respirar era a única agenda, alguma forma de escapar do sufocamento&lt;br /&gt;meu mérito era o ar&lt;br /&gt;depois, meus pulmões cheios não eram suficiente, queria meu corpo por inteiro, queria secar tudo que ainda vivia submerso, evaporar cada gota.&lt;br /&gt;meu mérito seria o sol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nessa época ainda não percebia inteiramente os custos de uma esperança, muito menos os verdadeiros riscos de tentar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nas primeiras percepções de felicidade, deformadas em mim, tudo valiosamente frágil, um castelo de cartas e um ventilador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para responder à vontade, precisava me deixar levar, talvez submergir novamente, talvez afogar, enfim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do galho para a pedra, da pedra para a areia, o processo se repetiu, mas eu não&lt;br /&gt;não me dispus as mesmas dores&lt;br /&gt;gosto de pensar que cresci, que descobri a incrível capacidade de boiar, que entendi a dinâmica dos fluxos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não sei se afoguei alguém no frenesi pela superfície, e, sinceramente, não me acredito mais tão capaz, tão poderoso&lt;br /&gt;as ondas me ensinaram&lt;br /&gt;e deixei de me importar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora tenho algumas plantas e algum conforto&lt;br /&gt;estou seco há muito tempo, deixei o sol lidar com os resquícios do percurso&lt;br /&gt;me cerquei de mim mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, no entanto, as águas escuras me chamam&lt;br /&gt;escuto meu nome nas ondas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minha pele seca e o meu passado&lt;br /&gt;entendemos, afinal, a beleza da umidade</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/04/sobre-um-rio.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-3243121507248154130</guid><pubDate>Wed, 28 Mar 2007 15:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-03-28T12:25:37.636-03:00</atom:updated><title>Sobre Recados</title><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pérola Negra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Luiz Melodia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tente passar pelo que estou passando&lt;br /&gt;Tente apagar este teu novo engano&lt;br /&gt;Tente me amar pois estou de amando&lt;br /&gt;Baby, te amo, nem sei se te amo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tente usar a roupa que eu estou usando&lt;br /&gt;Tente esquecer em que ano estamos&lt;br /&gt;Arranje algum sangue, escreva num pano&lt;br /&gt;Pérola Negra, te amo, te amo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rasgue a camisa, enxugue meu pranto&lt;br /&gt;Como prova de amor mostre teu novo canto&lt;br /&gt;Escreva num quadro em palavras gigantes&lt;br /&gt;Pérola Negra, te amo, te amo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tente entender tudo mais sobre o sexo&lt;br /&gt;Peça meu livro querendo eu te empresto&lt;br /&gt;Se intere da coisa sem haver engano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baby, te amo, nem sei se te amo</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/03/sobre-recados.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-4178869773313827078</guid><pubDate>Fri, 16 Mar 2007 14:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-03-16T12:00:03.833-03:00</atom:updated><title>Sobre Moscas</title><description>moscas em meu nariz&lt;br /&gt;moscas na minha garganta&lt;br /&gt;asas esbarrando em molares na pressa de sair&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em meus olhos&lt;br /&gt;lágrimas negras de moscas&lt;br /&gt;e pelos cabelos, frenéticas&lt;br /&gt;moscas debatendo moscas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o zumbido&lt;br /&gt;e o zumbido&lt;br /&gt;e o zumbido</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/03/sobre-moscas.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-38461606.post-4779745957156495451</guid><pubDate>Fri, 02 Mar 2007 19:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-03-28T12:42:49.699-03:00</atom:updated><title>Sobre o Mar</title><description>dia a dia, diluo meu resto de inocência nesse mar, nessa (agora) imensa massa de água noturna, reduzindo a medidas homeopáticas minha capacidade de aceitar.&lt;br /&gt;estranhamente, o resultado é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;freud deixou o prédio&lt;br /&gt;cansei desse relativismo&lt;br /&gt;prefiro meus símbolos&lt;br /&gt;meu códice&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o entendimento e a tentativa&lt;br /&gt;meu amor&lt;br /&gt;silenciosos&lt;br /&gt;todos eles, silenciosos&lt;br /&gt;mas todos eles, hoje, plenos&lt;br /&gt;e assim ficam, plenos&lt;br /&gt;até o fim das possibilidades&lt;br /&gt;(e dessa fé estranha que me empurra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me faltam palavras, me falta bagagem, pra exprimir certas coisas, alguns momentos, o que eu sinto por vcs, meus sinais de desespero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minha felicidade torta&lt;br /&gt;minha dor surda&lt;br /&gt;meu humor cruel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um péssimo guia de mim mesmo&lt;br /&gt;sigo dando todas as explicações&lt;br /&gt;mesmo quando todos seguem não entendendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;supreendentemente, sou feliz&lt;br /&gt;(o que não significa felicidade)&lt;br /&gt;e tenho alguns momentos de encantamento&lt;br /&gt;a visão menos turva&lt;br /&gt;a pele sensível como deve ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a febre ainda não passou&lt;br /&gt;mas a convalescência se aproxima de um fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;durante muito tempo tudo foi como pus&lt;br /&gt;parece que cicatrizei</description><link>http://www.pixelburner.com.br/blogger/2007/03/sobre-o-mar.html</link><author>noreply@blogger.com (mhy)</author></item></channel></rss>